domingo, 2 de março de 2014

Vai tudo bem?



Uma pergunta tão habitual mas, em alguns casos, quando a resposta do receptor é negativa, espera-se que o emissor faça algo para que as coisas voltem à normalidade. O problema é que a pergunta, às vezes, vem sem nenhum objetivo que acrescente algo de bom àquele que  não está bem pois, acredito que  muitos  perguntam  automaticamente  porém,  há quem afirme  que , o ato comunicativo está vinculado à intenção de quem o envia, no caso, o emissor, mas, qual a intenção?  Só o tempo e os acontecimentos revelarão!  Acredito que em muitos casos, a pergunta “vai tudo bem” está carregada de curiosidades . A curiosidade é uma capacidade natural evidenciada pelas observações e, existem, claro, grandes descobertas a partir das observações , exploração e aprendizado.  A curiosidade é o desejo de ver ou conhecer algo até então desconhecido   mas, quando ultrapassa um limite preestabelecido pela ética social, por exemplo , invasão de privacidade, pode ser caracterizada como intrometido.

O 2º livro dos Reis, capitulo 4, narra a história de uma mulher identificada apenas por Sunamita , uma mulher sem filhos que , após a profecia do profeta Eliseu deu a luz  uma criança que com certeza alegrou muito o coração daquela mulher.   Certo dia, algo terrível aconteceu na vida da Sunamita: O menino ia encontrar-se com o seu pai, que estava trabalhando no campo, quando passou mal. Ele foi levado até à sua mãe, mas seu estado era muito grave e ele morreu. Imediatamente, a mulher  foi buscar a ajuda do profeta, afinal ela queria uma explicação, Deus me dá um filho e, antes mesmo de cria-lo, me toma?  Seu marido, que ainda não sabia da morte do filho, estranhou a movimentação e perguntou: "Por que vais ter com ele hoje? Não é lua nova, nem sábado. Fica tranquilo, respondeu ela".  Ao se encontrar com Geasi, o auxiliar do profeta Eliseu, ele lhe perguntou: E a família , o filho, vai tudo bem?  Ela respondeu: "Vai tudo bem"! Seu filho estava morto e qualquer mãe sabe que isto não é nada bom. Mas, o que a curiosidade do Geasi poderia fazer por aquela mulher, apesar de está obedecendo uma ordem do Profeta ? Nada!

Aprenda a lidar com seus conflitos sem ter que ficar relatando para muitos ou para qualquer pessoa. Há aquele que nada faz com teus relatos a não ser, simplesmente obter a sensação de  prazer por alimentar a curiosidade. Outros escutam atentamente, se preocupando com todos os detalhes , tipo inquiridor, com o intento de condenar e/ou  repassar.  Há também os meros espectadores curiosos, invasores de privacidade e  “palpiteiros” que sempre tem uma palavra com base na tal “achologia”, não acrescentando nada. Mas existem os cheios do Espírito de Deus , cheios de sabedoria que nos abençoa com palavras de estimulo e fé, nos mostra a saída, não “passa a mão” à nossa cabeça , exorta  e   proporciona alívio ao que está em conflito. Quantas vezes, você meio “pra baixo” e, alguém , um conhecido ou, um “amigo” (a) se aproximou , perguntando se vai tudo bem e, de repente, você começou a relatar sobre o que lhe fazia mal. você deve ter notado, o emissor ouvindo atentamente seus relatos com aquele silêncio sepulcral, tipo de silêncio que causa espanto, parecendo morto, mas não, era  para não perder nenhum detalhe , afinal, era o grande e esperado momento de alimentar a tal curiosidade, talvez , momento de prazer , bisbilhotice, indiscrição!  Intenção? Sabe lá qual. Fale de sua dor, conflitos e tristezas para a pessoa que tem intenção e habilidade para lhe ajudar, Deus preparou   muitos , descubra-os!

Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. (Tiago 1:19).

Vai tudo bem com você? Espero que sim.














sábado, 1 de fevereiro de 2014

O OLHAR HUMANO




Atos 28
 
Exaustos e com frio, tripulação e passageiros de um navio se arrastam para fora das ondas agitadas por uma tempestade que já durava 14 dias. Entre os passageiros encontra-se Paulo o Apóstolo que está sendo levado para Roma, a fim de ser julgado. Por causa da tempestade eles buscam refúgio numa ilha chamada Malta. O escritor dos “Atos dos Apóstolos”, diz que os Bárbaros ( povo que viviam fora das fronteiras do império e não falavam a língua oficial e, tido pelos romanos como povo não civilizado), foram humanos com eles preparando-lhes fogueiras para aquecê-los.  Fazia muito frio e, Paulo saiu para buscar gravetos quando foi picado por uma cobra, aqueles Bárbaros, vendo Paulo com a víbora pendurada na mão diziam uns aos outros: “ ele é mesmo um assassino escapou da tempestade no mar , mas Deus não o deixará viver”! E, esperavam que Paulo inchasse ou caísse morto.
Meus caros, esse comportamento dos Bárbaros frente ao ataque sofrido por Paulo, merece uma reflexão sobre eventos no nosso cotidiano, o tratamento cordial que recebemos não é ponto determinante, não significa que naquele instante todos querem o melhor para nós, somos observados e provocados a todo instante e, alguns dentre nossos observadores ficam simplesmente aguardando e, certamente pensando: “agora será fatal, ele vai cair morto!”  Você consegue mensurar quantos olhares estão sobre você? Consegue discernir a intenção de cada olhar? Presumo que não !   
O homem nasceu em pecado e, desde o nascimento foi se habituando ao olhar desprezível, algumas vezes arrogante, mesquinho, hipócrita e, invejoso.  As redes sociais facilitaram ainda mais o olhar alheio, as “curtidas”, e os “comentários”, por exemplo, pode significar um olhar que a intenção não seja das melhores, com raras exceções. Sem duvidas, é mesmo muito bom ser alvo de “curtidas”, mas não se iluda, existe a “falsa curtida”  ou, a “clicada da inveja”, que pode ocultar uma outra intenção.
O coração humano é corrupto, diz a Bíblia; ele é capaz de trair o próprio dono, há coração com uma “aparência” enganosa, por isso mesmo nos adverte o Senhor, dizendo: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu  coração...”. Pv 4:23.  Há também vários ditados sobre o coração humano: “O coração é uma criança: deseja tudo o que vê.”   “Coração é terra aonde ninguém vai.”  “Em Quem Vê Cara Não Vê Coração”.  E, tem muito mais sobre esse “misterioso” chamado coração, só mesmo Jesus para regenera-lo.
 Voltando aos Bárbaros, aqueles habitantes da ilha de Malta, ao invés de socorrer a Paulo, eles ficaram olhando, esperando que caísse morto, mas, aconteceu ao contrário, ou seja, nada que os olhares Bárbaros esperavam que acontecesse; frustraram os olhares! Paulo permaneceu de pé, apesar da picada. Quantos “olhares” estão simplesmente assistindo e, sem nada fazer? Quantos desejos estranhos contra o próximo? Já há muito tempo  se tornou  inevitável os olhares que pairam sobre nós  e, não há ferramentas eficazes para discernir quais são suas intenções,  portanto, não acredite em todo sorriso, não se iluda com excesso de “bondade, sorriso e, amizade”, tudo tem limites, desconfie! Não acredite em toda suposta “palavra de motivação”, algumas têm tom de bondade, mas trazem intenção da maldade!
  Não há limites para maldade humana. Mas Deus é muito bom!
Deus te abençoe em Cristo Jesus!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Desenvolver a Resiliência.



“Tudo posso Naquele que me fortalece”. Filipenses 4:13.

Nunca antes na história, a humanidade sofreu tanto como hoje, são os tempos trabalhosos que chegaram; não é difícil perceber, as doenças aumentaram em quantidade e intensidade, consultórios clínicos sempre cheios, laboratórios e farmácias faturando fortunas com medicamentos que na sua maioria agem no efeito e nunca na causa, pessoas reclamando por todo lado, a sociedade está doente, e quase sempre, doença emocional que,  diga-se de passagem, é a grande causadora de várias doenças físicas; e ai? o que fazer? Falta resiliência!  Resiliência relacionada às pessoas surgiu a partir de uma análise entre física e psicologia; na física, a resiliência é a capacidade de o material suportar impactos, se deformar e, voltar ao seu estado original, a esse fenômeno eu chamo também de adaptação!   Na psicologia, resiliência é a capacidade de aceitar o que não pode ser mudado, se adaptar e, continuar. Resiliência é ter habilidades para solucionar conflitos sem criar outros. Ser resiliente é ter a capacidade de suportar  impactos , permitir até pequenas “deformações” mas, voltar ao estado original.



Resiliencia é  como a vara usada em saltos no atletismo, elas são flexíveis, se deformam com o esforço do atleta , lançando-o para bem alto, para frente, por cima do obstáculo  e,  retorna ao seu estado original. Pode parecer um sinal de fraqueza, mas evita diversas doenças na alma, evita problemas cardíacos, evita dores no corpo, evita insônia e falta de apetite. Resiliencia evita mortes!.
Dizer que tudo posso Naquele que me fortalece com base nos bons acontecimentos, como:  posso adquirir  um carro novo, uma nova casa, posso conquistar um bom casamento, um emprego bem remunerado, tudo isso é muito  fácil, porém, vai contra o contexto que Paulo vivia quando fez tal afirmação, se analisarmos melhor todo texto , veremos que o Apóstolo fala de alguns extremos que ele viveu e,  apertos  e impactos que fizeram dele um homem portador do que a ciência chama de resiliência, Paulo escreveu entre os versículos 11 e 13  do mesmo capitulo: “...aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”.  

O Salmista Davi se comparou a uma oliveira verde na casa de Deus ( Sl 52:8), a oliveira cresce continuamente e em qualquer lugar, suas folhas estão sempre verdes e ainda produz o azeite.




Jeremias, o profeta, fez também suas  comparações entre o homem que anda com Deus e a árvore plantada junto às águas  (17:8),por estender as suas raízes até a fonte , a arvore  consegue se adaptar às diversas mudanças climáticas  “... no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto” . Mas não é essa fé  de tradição religiosa divulgada por ai que produz resiliencia, a FÉ que muda nosso comportamento em relação aos problemas é  acrescida de virtude, temperança, paciência , piedade e amor fraterno. Essa fé evita a ociosidade e nos transforma dia após dia em seres mais produtivos ( 2º Pedro 1: 5 – 8).
Os dias atuais exigem de cada um de nós o desenvolvimento da resiliência, pessoas resilientes tem a capacidade de dar a volta por cima. Pessoas resilientes aplicam a fé em tudo que fazem. Pessoas resilientes vivem mais e melhor, têm mais sucesso na vida sentimental e social, familiar e profissional.  Todos os dias somos provados, a guerra nunca terá fim aqui nessa terra, as pessoas estão cada vez mais ásperas, o mundo cada vez mais egocêntrico, portanto, tenhamos habilidade, num conflito, busque logo entender qual posição você ocupa nele, resolva-o sem criar mais conflitos, adapte-se à realidade, ouça as pessoas, se necessário perdoe e clame por perdão , imediatamente volte  para seu estado original.

 
“Ninguém fica fora do conflito, o homem está sempre em guerra”!

Até Breve!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Não permita que sua fé “vá embora”

  De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Romanos 10:17).
A fé vem, ela é gerada no coração do homem quando este dá ouvidos à palavra de Deus, a fé vem a partir da atitude em ouvir, refletir e aplicar a Palavra. A fé vem quando o homem permite espaço para “fome e sede” da palavra, se dispondo a estar principalmente nos estudos e pregações que realmente acrescente algo à sua vida espiritual. Sendo assim, a fé não vem pelo simples ato de ouvir, mas vem quando o homem busca entender a aplicação das Sagradas Escrituras, e se pergunta: A pregação ou o estudo Bíblico que estou ouvindo, que diferença fará na minha vida? Como se aplica na minha vida? O que está acrescentando em meu conhecimento? São questionamentos que auxiliam na exclusão de “pregações  e estudos” sem fundamentos que mais exaltam o pregador que Deus, pregações que mais são coisas terrenas que celestiais, mais gritos e “psicologia” inútil que reflexão, enfim , pregações que na sua maioria não produz fé, a faz  “ir embora”.
Pedro o Apóstolo, em sua inspiração e sabedoria, nos dá uma receita bem aplicável para uma fé aplicada, fé que difere destas que os homens afirmam ter com base na tradição ou, simplesmente acostumaram e, vivem repetindo que possuem, aliás, dizer que possui fé parece ser mais um hábito que uma realidade - bom, Pedro ensina o seguinte:  Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor; Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo  (2º Pedro 1:2-8).
Queridos, vale lembrar, que houve um período na história, que o homem vivia pela justiça que praticava, era o chamado tempo da lei, na carta aos romanos 10;5,  Paulo recorda os escritos de Moisés ( Levítico 18:5) , quando diz que o fim da lei é Cristo para aquele que crê , pois não vivemos mais da justiça que vem pela lei , a Palavra está agora perto de cada um de nós, em nossas bocas e coração e praticamos a fé quando confessamos a Cristo e, em Cristo, aquele que crê não será confundido ( Rm 10). Mas devido às pregações modernas, a fé de muitos tem “ido EMBORA”, muitos creem, mas poucos têm fé! Na crença o homem simplesmente acredita, na fé o homem age! Enquanto o CRER explica o que  acredito, a FÉ  mostra a quem eu sou fiel! Acreditamos por tradição, somos fiéis por escolha! A fé é o fundamento daquilo que acreditamos a fé é o nosso comprovante.  A fé conquistou reinos, fez justiça, obteve promessas, fechou a boca de leões, aplacou a violência do fogo, escapou ao fio da espada, recuperou forças na fraqueza, tornou-se valente em combates, colocou exércitos inimigos para correr e ressuscitou  mortos. (Hb 11,32-35).
Portanto, atentemos para que a fé quem vem gradativamente, não se VÁ nesses tempos modernos, avisemos a todos sobre os conselhos e os exemplos de Paulo ao jovem Timóteo: Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas (2 Timóteo 4:1-4). Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Timóteo 4:6-7).
Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra ( Lucas 18,8) ?
Mas o justo viverá da fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hebreus 10:38).
Até breve!

 





sábado, 29 de junho de 2013

Educar para a vida profissional




           

        Ser educador na formação profissional é tarefa árdua e prazerosa.  É árdua pela evidencia, apesar da seleção, de alguns que:
Não dão a devida importância em pertencer a uma escola profissionalizante.      Não se interessam com o crescimento das oportunidades de emprego. 
 Educar é tarefa árdua por saber que alguns pais não se despertaram para entender o momento que seus filhos estão vivendo e, o futuro que lhes espera, não exige e nem acompanham uma postura dos filhos que contribua para uma boa carreira profissional.  É árdua por eu ter a sensação que a educação para algumas famílias, parece estar restrita nos limites dos prédios da escola, transferem a responsabilidade da educação e, criam filhos sem limites.
 A educação não é tão prazerosa , quando jovens que , apesar de conhecer diversas técnicas, possuir várias habilidades na mecânica, elétrica, administração, e outras disciplinas, não consegue se estabelecer no mercado de trabalho por não possuir uma das habilidades mais profícua que é a de se relacionar social e profissionalmente com o próximo e com o meio ambiente, respeitando as diferenças.  


Mas existe o prazer em educar, e, claro existem muitos e muitos alunos que são causadores desse prazer, alunos que estimulam o educador a sair de casa  todos os dias para fazer a diferença em campos férteis que são alunos compromissados com a futuro profissional e com o ambiente educacional.  É prazeroso ensinar, pois no meio de uma sociedade tão “doente” de valores, encontramos ainda muitos meninos e meninas, dóceis, comprometidos, educados, e determinados, produzindo sabor no ambiente.   Educar é prazeroso, por saber que não são poucos que inseridos no mercado de trabalho, fazem a diferença com base na educação, valores e, conhecimentos neles internalizado, pela família e escola.  Enfim, a sala de aula  a comunicação do conhecimento, continua sendo um  momento mágico.  Afinal, nós educadores ajudamos os alunos  a produzir sonhos.
Pais e educadores, estamos vivendo um momento bem diferente, não dá para mudar esse momento social que vivemos, precisamos compreendê-lo, é necessário reconhecer a linguagem dos jovens estudantes conectando-os ao mercado de trabalho.

Até breve!

sábado, 20 de abril de 2013

Nem tudo é Brincadeira!

"Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos". Atos 4:20
Estava ocorrendo um incêndio nas cortinas do fundo do teatro. O diretor enviou então o palhaço que já estava pronto para entrar em cena, avisar a toda a platéia do fato.
Suplicava que corressem para apagar as chamas. Como se tratava de um palhaço, todos imaginavam que era apenas um truque para fazer rir as pessoas. E estas riam que riam. Quanto mais o palhaço conclamava a todos, mais esses riam. Pôs-se sério e começou a gritar: "o fogo está queimando as cortinas, vai queimar todo o teatro e vocês vão queimar junto". Todos acharam tudo isso muito engraçado, pois diziam que ele estava cumprindo esplendidamente seu papel. O fato é que o fogo consumiu o palco e todo o teatro com as pessoas dentro. "Assim, suponho eu, é a forma pela qual o mundo vai acabar no meio da hilariedade geral dos gozadores  que pensam que tudo, em fim, não passa de mera gozação".

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Multidão Aperta e Rouba Identidade!


Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe: "Jesus de Nazaré está passando". Então ele se pôs a gritar: "Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim! " Os que iam adiante o repreendiam para que ficasse quieto, mas ele gritava ainda mais: "Filho de Davi, tem misericórdia de mim! " Lc 18:36-39.

Bartimeu era um cego que vivia em Jericó; certo dia, ouviu-se um alvoroço da multidão, como não conseguia enxergar, perguntou o que estava acontecendo, disseram-lhe que  Jesus estava passando , foi quando  começou a clamar sem cessar: 
“Jesus  tem misericórdia de mim”! 
Mas a multidão que se aglomerava ali e, determinou que o cego se calasse  mas, Bartimeu insistiu até ser curado da cegueira.
  
Percebemos até hoje o quanto a multidão influencia e, quase sempre consegue, inclusive, negativamente.   A multidão sempre está por perto e, ela tem o poder de roubar nossa identidade.  

 O relato Bíblico sobre o Êxodo no deserto rumo à terra prometida, conta-nos que havia no meio do povo temente a Deus , uma multidão que sempre ficava às margens do arraial, certamente  foi dela que saíram os  provocadores  das  práticas estranhas entre povo, fazendo-os amargar naquele deserto.  

  No Novo Testamento, Jesus está sempre rodeado de multidão e discípulos, a multidão o seguia em busca  de pão, os discípulos, em busca  de comunhão;  
 para a multidão Jesus dava comida, para os discípulos , alimento!  

 Mas, a multidão sempre estava por ali com suas opiniões contrárias, suas ameaças e acusações, suas incredulidades e seus pareceres perigosos e, quando Jesus estava sendo julgado, a multidão estava lá, gritando: Crucifica-o! Crucifica-o! Multidão...multidão, ah como você é perigosa! 
Gustave Le Bon, um psicólogo social francês, defende que, quando no meio de uma multidão, o homem regressa para um estado mental primitivo. Uma pessoa que pode ser altamente culta e moral em alguns casos, é capaz de agir como um cruel e está propenso a atuar de uma forma violenta. Perde suas faculdades críticas no meio de uma multidão.


Quando recorremos  à multidão buscando respostas sobre futuro profissional, sentimental, ou até mesmo espiritual, quase sempre  retornamos  cheios de “NÃOS” e,  confusos.  Se o cego Bartimeu , assim como outros personagens Bíblicos, tivesse dado créditos para a multidão, certamente não teriam se esforçado e, como consequências não alcançariam seus objetivos.
A primeira pessoa que precisa ter convicções e metas sobre meu futuro e meus desejos, sou eu mesmo, em alguns casos até buscamos conselhos sábios, em muitos outros, devemos fazer silencio até à conclusão da busca.
Cuidemos para que não aja contágio, pois quase sempre as massas atuam pela emoção e não pela razão, vigiemos quanto ao comportamento coletivo que pode ser irracional e cego derrotando e matando sonhos individuais.    

Concluo com as palavras de uma educadora: 
 “Não é porque estamos na multidão que temos que agir e pensar igual em todos os momentos, a decisão pode ser individual e pessoal, afinal o objetivo é meu e não do coletivo, por medo de não seguir a multidão, e ficar só, perdemos muitos sonhos”.

 Deus te abençoe em Cristo Jesus!